Laor: uma sementinha, com tantos frutos.


É comum perguntarem o que se faz em um movimento juvenil. Criar laços entre amigos, estar presente aos sábados participando das atividades, estando em constante aprendizado.

Quando se inicia uma vida em um movimento juvenil parece difícil, mas quando nos damos conta que entramos em um ciclo interminável, percebemos o quanto é impossível sair. O aspecto mais significativo da vivência tnuati é o aprendizado referente aos valores e formação de cada chaver, transmitidos de geração em geração de maneira informal.

Apostando nessa filosofia, a Sociedade Israelita Beth Jacob de Campinas reconheceu a necessidade de atrair jovens para oferecer-lhes a oportunidade de ter uma convivência judaica. Para coordenar este novo projeto, foi convidado Mauro Mandel, profissional com experiência reconhecida pelo trabalho que vinha realizando em outras tnuot. Seu objetivo era, então, atrair os jovens e começar o desenvolvimento de atividades de caráter judaico e sionista.

Assim, em 12 de julho de 1995 começava a história do movimento juvenil em Campinas. O nome escolhido foi Movimento Juvenil Judaico Sionista Laor de Campinas. Laor significa em hebraico “para a luz ‘‘, por isso o símbolo da tnuá é uma Maguen David com uma chama de luz ao meio. Os encontros começaram a ser realizados todos os sábados à tarde e, em dezembro do mesmo ano, foi realizada a primeira machané do grupo. No ano seguinte a tnuá passou a desenvolver mais uma atividade, a dança, levando à formação da Leakat Laor, o grupo de dança que passou a representar o movimento em vários eventos. O sucesso da tnuá em seu primeiro ano de vida foi absoluto. Para marcar a comemoração do primeiro aniversário, foi organizada uma grande messibá, realizada na própria sede do movimento.

Após quatro anos Mauro Mandel afasta-se da coordenação, sendo substituído por Pérsio Bider. Como parte de seu projeto de trabalho e diante do crescimento da tnuá e de suas novas necessidades, Bider implanta, então, um curso para formação de novos líderes. Como parte do programa de treinamento, o coordenador oferece hadrachá para os chanichim mais velhos, formando então uma tzévet de madrichim. Foi realizada uma machané na qual definiu-se a ideologia, o símbolo e o hino da tnuá.

Durante a coordenação de Bider passam a ser desenvolvidas novas atividades como acampadentro (acantonamentos) realizado na própria sede, e nos clubes Hebraica e Macabi em São Paulo, contando com a presença de chanichim das pequenas comunidades. É formado também mais um grupo de dança - Nolad Laor (nascidos no Laor) - para os chanichim menores.

Assim, por causa de seu crescimento e fortalecimento, a tnuá de Campinas passou a ser referência entre as pequenas comunidades. Iniciando em 2001 uma parceria com o DePeC (Departamento de Pequenas Comunidades da Fisesp), todas as cidades do interior e litoral passam a ser convidadas para todos os eventos da Laor. Um dos resultados mais recentes desta parceria é o surgimento de madrichim de outras comunidades que atuam nas machanót, nos acampadentro e nas vaadót.

Em fevereiro de 2003, Bider foi substituído por Patrícia Rosenthal, que passa a ser a nova coordenadora da Laor, dando início a uma nova etapa. É formalizada uma parceria com o movimento Habonim Dror de São Paulo e os madrichim passam a ter peulót com os madrichim do Habonim aos sábados.

Neste ano de 2004 o Laor chega ao seu auge. Foi realizada em julho a tradicional Machané Choref em parceria com o DePeC, com a participação recorde de 64 chaverim. Após a troca de Peil, o movimento vem redefinido sua ideologia e reestruturando seu estatuto, evoluindo constantemente em termos educacionais. O número de chanichim continua crescendo, além da vontade cada vez maior dos madrichim de continuar educando. Acaba também de voltar nossa primeira madrichá do shnat – Raquel Kibrit.

Em um movimento juvenil, é preciso que haja inovações, que se esteja em constante desenvolvimento, transformação e que, principalmente, se ofereçam espaços para que todos possam exercer suas qualidades.